Para ir de Bike: Fácil. A estrada é curta, bem sinalizada e a parte de estrada de terra é muito boa. Nenhum desafio será encontrado e dá para ir curtindo a paisagem.
A cachoeira das Loquinhas é de facílimo acesso e se encontra a apenas 4Km da cidade de Alto Paraíso. Para chegar, vá até a praça do bambuzal, entre a direita em uma estrada de terra – siga as placas. A estrada é boa, cruza por dentro de um córrego de pouca água e por uma ponte em outro córrego de águas cristalinas que vale uma pausa para molhar a cabeça. Depois de 2km, entra-se na propriedade particular da fazenda onde está a cachoeira e tem mais 2km de pedalada tranquila. A estrada corta a mata nativa do cerrado e tem uma bela vista de grandes montanhas da chapada.
Na portaria da cachoeira tem estrutura de estacionamento e lanchonete e pode-se deixar a bicicleta ali sem problemas. É cobrada uma portaria de R$10 por pessoa.
Para se chegar nas cachoeiras é muito tranqüilo. São duas trilhas que levam a duas sequencias de cachoeiras diferentes. Dá para se visitar todas as cachoeiras em um só dia. As trilhas são feitas de madeira e passam dentro de uma linda mata de cerrado onde é possível avistar pássaros nativos e até alguns macacos. Algumas árvores nativas possuem placas de identificação. A partir das trilhas, têm-se acesso aos poços ou locas (daí o nome Loquinhas), cada um identificado com seu nome em uma plaquinha na entrada.
As cachoeiras são pequenas e não oferecem risco. A água é cristalina e em alguns poços é possível ver e nadar com peixes.
Faz tempo que não atualizamos o site, mas não esquecemos dele não. Passamos dois meses vivendo uma experiência fantástica na Chapada dos Veadeiros e agora estamos em Brasília terminando de ajeitar o material de fotos, vídeos e textos da nossa passagem por lá e vamos colocar tudo aqui no site nas próximas semanas.
Vamos aproveitar também nosso tempo em Brasília para correr atrás das burocracias de vistos, visitar ONGs ambientais para buscar parcerias e procurar empresas possíveis patrocinadoras do projeto.
Aqui em Brasília estamos na casa da nossa amiga Rafa, que é nutricionista e acupunturista e estamos recebendo um tratamento VIP! E pra compensar vamos fazer uma horta e um galinheiro na casa dela.
Segue algumas fotos da Chapada para dar uma idéia do que vamos colocar no site em breve.
Sessão de acupuntura na casa do Ramón em Cavalcante-GO
Cachoeira Santa Bárbara – Cavalcante-GO
Rancho onde acampamos no Rio da Prata – Divisa GO/TO
Curtindo uma das cachoeiras do Rio da Prata
Tiago com o cordão que fez na oficina de reaproveitamento do Cerrado
Caseh fazendo um feijão no fogão a lenha no camping em Macaquinhos
Em Alto Paraíso, tomamos notícia de uma conhecida trilha da Chapada dos Veadeiros, a do Sertão Zen. Resolvemos então colocar as mochilas nas costas e partir para uma expedição de dois dias para conhecer essa cachoeira de 130m de queda.
A trilha não é das mais fáceis. Fomos a pé desde a cidade e andamos 4km até o Morrão, onde começa a trilha. Logo no início fica a parte que mais puxada. A subida do primeiro morro é muito íngreme, porém curta. A subida compensa o cansaço inicial, pois a vista de cima do morro é fantástica. Dá para ver a cidade de Alto Paraíso inteira e ao fundo o Morro do Buracão e o Morro da Baleia.
Vista de Alto Paraíso, Morro da Baleia e Morro do Buracão
A trilha segue em uma planície por cima da chapada e a paisagem se abre colorida variando entre vastos campos de capim dourado, flores das mais diferentes formas e cores e pedras entremeadas por mata nativa, nos fazendo entender porque o Cerrado é considerado a savana com maior biodiversidade do mundo.
Uma das maiores dificuldades da trilha não é o esforço físico, e sim a localização. Não há nenhuma marcação indicando o caminho certo e há bifurcações na trilha que podem confundir. É recomendável que vá com um guia ou utilize de GPS – e isso aconteceu conosco.
Percebemos que estávamos no caminho errado pois já tínhamos andado 15km, sendo que a trilha tem 12km. Já era fim de tarde e resolvemos acampar por ali mesmo.
Pouco antes de anoitecer, próximo ao local que escolhemos para acampar, vimos grandes pegadas e a princípio achamos que era a famosa onça-pintada e passamos uma noite bem tensa pensando na possibilidade da apariçao da onça, mas acabamos descobrindo que as pegadas eram de anta. Independente do animal, estávamos inseridos em um ambiente totalmente selvagem e isso dava um gosto especial na aventura.
No dia seguinte, ainda perdidos, já estávamos nos conformando de que não conheceríamos o Sertão Zen, quando por muita sorte, apareceu do nada um grupo de guias que nos informou que a cachoeira estava há 2,5Km dali e nos mostrou onde era a trilha.
Essa trilha alternativa que pegamos merece ser visitada. Ela é usada também para se chegar ao Vale dos Macacos. Fomos beirando um penhasco de frente ao Sertão Zen, formando uma seqüencia de belos mirantes da cachoeira – foto abaixo.
Mirante com vista para o Sertão Zen
O Sertão Zen é uma cachoeira de 130m de queda que forma um maravilhoso mirante do vale dos rios Macaco e Macaquinho. Do alto avista-se o Vão da Serra do Paranã, que se abre em forma de V, mostrando-nos uma bela paisagem. Próximo à queda, o rio forma uma cachoeira menor com um poço fundo, bom para um banho. Se tiver coragem, tem uma pedra de cerca de 8m que dá para pular na água.
Sertão Zen
O nome Sertão Zen não poderia ser mais apropriado. A cachoeira de água cristalina, as pedras e o visual do mirante, fazem dali um local de paz e tranqüilidade, que proporciona serenidade e harmonia com a natureza ao redor.
Mirante do Sertão Zen
Um local imperdível da Chapada dos Veadeiros.
Ficha técnica
Nível: Difícil Distância total: 12km Asfalto+Estrada de Terra: 4km Distância de Trilha: 8km Entrada: Gratuita Descrição: A trilha exige bom condicionamento físico. Começa com uma forte, porém curta subida e segue uma longa caminhada pelo Cerrado. Não existe sinalização e isso pode gerar confusão em alguns pontos. É recomendável ir com guia ou utilizar-se de um GPS para não se perder.
Quando saímos de São João d’Aliança-GO, estávamos ansiosos para chegar a Alto Paraíso de Goiás. Faltavam cerca de 20km para a cidade, quando vimos uma placa “Cataratas dos Couros” apontando para uma estrada de chão. Não pensamos duas vezes e seguimos a estrada sem ter idéia do que nos esperava.
A estrada de chão, o visual das montanhas e a falta de informação sobre o local faziam daquela a nossa primeira aventura na Chapada. O trecho de terra foi muito mais longo e difícil do que imaginávamos. Foram 30km de estrada com muita poeira solta; em alguns pontos chegava a quase um palmo de poeira acumulada. Isso dificultava muito nossa pedalada e em alguns momentos quase caímos. Mas o mais difícil estava por vir. Pouco antes de chegar, pegamos uma subida muito íngreme de cerca de 4km que sofremos para superar empurrando as bicicletas carregadas.
Tiago sofrendo para subir
Chegamos ao anoitecer e tivemos que acampar próximos às cachoeiras. A noite nos impedia de ver o local ao redor e o barulho das águas nos deu apenas uma pequena noção do que nos esperava na manhã seguinte.
A distância e a dificuldade do caminho de ida é recompensada por uma beleza fora do comum. As Cataratas dos Couros é formada por uma seqüencia de quatro grandes cachoeiras que chegam a 100m de queda e de uma série de poços de todos os tamanhos que acompanham o Rio dos Couros que ao final se torna um enorme cânion que se abre formando um visual de tirar o fôlego.
Curiosidade: O Rio dos Couros tem este nome pois os caçadores de Veado Campeiro da região usavam-o para limpar o couro das suas caças.
Chegando ao local deve-se deixar o veículo (bike ou carro) e andar por uma trilha fácil de cerca de 800m até a primeira queda, a Cachoeira da Muralha (foto ao lado). Ela desce em vários pontos em um paredão de pedra, formando poços e uma pequena ilha logo abaixo.
A trilha segue o curso do rio e vai dificultando o caminho. São mais 2km de trilha até o final. Uma infinidade de poços de tamanhos e profundidades diferentes se abrem à frente a todo momento. A água cristalina é um convite para um banho em cada um deles.
Outras cachoeiras vão se formando, até que chega-se nas famosas Cataratas dos Couros. Um paredão tomado de água que cai em pequenos poços emfrente a um grande cânion, formando um local de beleza para todos os lados que se olha, embalado pela música da água que desce forte da cachoeira.
Cataratas dos Couros
Ainda mais abaixo pela trilha, chega-se a um mirante para ver a última e maior queda do Rio dos Couros, a Cachoeira de São Vicente com cerca de 100m de queda. Água explode da pedra em direção ao fundo do cânion gigante. A trilha termina por ali e não é possível chegar na base dessa cachoeira (a não ser pela Fazenda Lua, mas aí é outra história).
Cânion
Um local de rara beleza que nos deixou muito empolgados com a Chapada dos Veadeiros, pois nos pegou de surpresa, chegamos ao local sem saber o que nos esperava e demos de cara com uma das mais belas seqüencias de cachoeiras da Chapada.
Ficha Técnica
Distância Asfalto: 20km (a partir de Alto Paraíso de Goiás) Distância Terra: 30km Caminhada em trilha: 3km Para ir de bike: Difícil. Entrada: R$10 Descrição: A distância é longa e a estrada de terra não é das mais fáceis nem para carros de passeio. Em vários pontos tem poeira solta e acumulada em quase um palmo, dificultando muito a pedalada e o trecho de 4km de subida íngreme empurrando a bike dificultam o acesso. O local não conta com estrutura de bar, restaurante e camping.
Trecho: Paracatu-MG – São João D´Aliança-GO Início: 20/05/2010 Término: 31/05/2010 – 8 dias pedalados Quilometragem: 421km – Média: 52,6km / dia (descontando dias parados) Geral: 1213km – Média geral: 58km / dia Cidades: 06 (Paracatu-MG, Unaí-MG, Cabeceiras-GO, Formosa-GO, São Gabriel-GO, São João D’Aliança-GO) 2 metas: primeiros 1000km e primeira fronteira MG-GO
Essa foi a primeira vez que pedalamos em três. Sentimos a ausência do Marcelo na estrada que está em Juiz de Fora se recuperando, mas sempre presente em nossos pensamentos e vai voltar logo para reintegrar a equipe.
Foi neste trecho que batemos duas metas importantes para nossa viagem. Ficamos mais de um mês pedalando por Minas Gerais, cruzamos o estado de sudeste a noroeste e pela primeira vez atravessamos uma fronteira. Saímos de Minas Gerais, terra do pão de queijo e chegamos a Goiás, estado conhecido pelas belezas naturais e o sertanejo.
No início tínhamos dúvidas se seríamos tão bem recebidos em Goiás quanto em Minas , pois ficamos mal acostumados com a hospitalidade mineira. Felizmente estamos sendo muito bem acolhidos por aqui também.
Além de cruzar a primeira fronteira de estado, superamos também a meta dos primeiros 1.000km pedalados. Estamos cada vez mais íntimos da estrada e do estilo de vida que escolhemos viver.
20 de maio – Paracatu-MG a Lanchonete da Laila (MG188)
Após alguns dias em Paracatu e passado o susto do acidente do Marcelo, nos despedimos da família do Kico e pegamos estrada. Depois de muito tempo pedalando pela BR040, saímos de vez da rodovia e pegamos a MG188. É um estilo de estrada totalmente diferente. Por vários trechos não tem acostamento, mas a estrada vazia e lisa nos deu muito mais segurança. A bela paisagem do planalto central junto ao cerrado nos encanta cada vez mais.
A boa estrada fez a pedalada render bem e, mesmo tendo saído um pouco tarde de Paracatu, no fim da tarde já tínhamos completado 76Km. Na hora de procurar lugar para montar acampamento, pedimos abrigo em uma fazenda na beira da estrada e o caseiro falou que não podia autorizar, pois o dono não estava e nos indicou uma venda perto dali. Chegando lá fomos recepcionados pela Laila, que além de nos ceder o quintal de sua casa para acamparmos, nos preparou uma deliciosa sopa acompanhada de uma boa conversa.
Impressionante como uma porta se fecha, outras se abrem. Como é bom saber que tem tanta gente disposta a ajudar.
21 de maio – Lanchonete da Laila a Unaí
Neste dia acordamos cedo, mas demoramos um pouco para sair, pois a bicicleta do Tiago acordou de pneu vazio e precisamos trocar o pneu e colar as câmaras furadas. Foi um dia de quilometragem baixa, pois já estávamos próximos a Unaí, nosso destino. Pedalamos rápido em uma manhã muito bonita até chegar à cidade às 10h da manhã.
21 a 23 de maio – Em Unaí-MG
Em Unaí aproveitamos a boa companhia das amigas Lorena, Cris, Damiane e Mônica e ficamos o fim de semana conhecendo a cidade. Tivemos uma surpresa quando as meninas nos presentearam com uma camisa para cada um. A camisa tem a logo da Nova Origem na frente e atrás o desenho de uma mexerica como merecida “patrocinadora”.
Na cidade gravamos uma matéria para a TV Rio Preto, aproveitamos o fim de semana para trabalhar no site e ainda conhecemos o Hotel Fazenda Curva do Rio, onde tomamos um banho na lagoa.
24 de maio – Unaí-MG a Pau Terra-MG
O dia começou tenso quando o nosso HD externo queimou na Lan House na hora de postarmos as fotos. Todas as fotos estavam lá e acabamos perdendo parte do material. Por sorte o Marcelo tem um backup da maior parte dos arquivos e evitou uma perda maior.
Começamos a pedalar perto do meio-dia, o sol estava escaldante. Já no início do trecho pegamos um estradão de terra pela primeira vez na viagem. Passamos por muitas fazendas, pedalávamos cercados por serras até que começamos a subir. Subimos uma grande chapada e no topo fomos presenteados com uma bela vista e conseguíamos ver Unaí, pequenina perto do imenso vale que avistávamos.
Durante a subida fomos presenteados com um banho de um caminhão pipa que molhava a estrada para baixar a poeira. Impressionante como temos abundância de água em nosso país. Saímos da estrada de chão para uma estrada de asfalto novo, liso e pouco movimentada. Começamos a descer a serra e logo paramos para fazer um camping selvagem. Nesse dia corremos atrás de um tatu e vimos uma siriema. Fizemos uma fogueira e passamos a noite tocando gaita e, para o jantar, arroz e macarrão com carne na panela de pressão. Estávamos com pouca água e fizemos um sistema de economia para conseguirmos cozinhar e lavar as vasilhas.
25 de maio – Pau Terra-MG a Cabeceiras-GO
Acordamos com um nascer do sol lindo! Tomamos o café da manhã em uma venda, ligamos para nossas famílias. Seguimos pela bela estrada até que em um trevo nos deparamos com um caminhão de tomates que tinha tombado na noite anterior. Como os tomates iam apodrecer, fizemos a festa e carregamos nossos estoques! Pedalamos mais alguns quilômetros e chegamos na divisa de Minas Gerais com Goiás, completando também 1.000 quilômetros pedalados, primeira fatia redonda do nosso grande bolo de 45.000! Essa meta nos estimulou muito.
Dali pra frente seguimos por 14km em uma estrada de chão bonita, porém sem vegetação nativa, somente pasto para todos os lados. No caminho o Kico deu a idéia de procurarmos uma escola em Cabeceiras-GO para oferecermos uma palestra e ver se a escola poderia nos ajudar de alguma forma. Chegando a Cabeceiras batemos na porta do primeiro colégio, Escola Municipal Oemis Machado, e felizmente conseguimos espaço para fazer a palestra e ainda conseguimos liberação para dormir na Escola e tomar um banho na creche da cidade. Foi a primeira vez que estávamos pedalando e paramos para realizar uma palestra. Chegamos sujos e suados, mas a experiência foi muito bacana! Muitas piadinhas na escola por conta de nossas calças apertadas de andar de bike, mas no fim, ficaram todos muito curiosos e tivemos muitas perguntas para responder.
No fim do dia a professora Deiamar nos levou até sua casa para jantarmos. Foi muito especial. A família estava toda presente e oramos um Pai Nosso antes de comer. Depois de um bom papo a Deiamar e seu marido nos deixaram na escola para podermos enfim repousar.
26 de maio – Cabeceiras-GO a Formosa-GO
O caminho para Formosa foi bem tranqüilo. A paisagem do Planalto Central é bem diferente aos nossos olhos de mineiro. As estradas são retas, mas não exatamente planas, mas sim uma seqüencia de sobe e desce e ao final de cada subida é possível ver o infinito. Esse foi o primeiro dia que pegamos chuva. Foi uma chuva rápida e muito bem vinda, pois o calor estava muito forte!
Chegamos a Formosa com um lindo pôr do sol, paramos pra fotografar e quando entramos na cidade já era noite. Ligamos para Mila, amiga do Caseh, que foi nos buscar junto com o seu marido Maninho em um posto de gasolina e nos levou até a sua casa, onde iríamos pernoitar.
Chegando lá, rolou churrasco, cerveja e facilmente fomos convencidos a ficar mais um dia na cidade para conhecer o Salto do Itiquira. Fomos tão bem recebidos e acolhidos pelo casal amigo que acabamos ficando um fim de semana inteiro.
27 a 29 de maio – Em Formosa-GO
A Mila e o Maninho são de Juiz de Fora. Os pais da Mila são amicíssimos dos pais do Caseh e fomos recebidos da melhor forma possível. O Maninho não economiza na cerveja e o fim de semana foi bem servido!
Na cidade estava acontecendo uma micareta, a Micarê Formosa e, na sexta-feira, nossos amigos nos convidaram a ir à festa e como não somos de ferro, acabamos cedendo. Foi uma noite muito engraçada e completamente atípica do estilo de vida que estamos levando.
Acordamos cedo e fomos organizar nossos alforges e fazer uma rápida geral na bike. Maninho nos preparou uma vitamina de banana e muitos mistos quentes! Na hora de ir embora limpamos a dispensa da casa, levamos arroz, macarrão, biscoitos, pão de forma e até sabonete rs rs. A tristeza de nos despedirmos deles deu logo lugar à felicidade por termos fortalecido a amizade com pessoas tão especiais.
Começamos a pedalar por volta das 11 horas. Pegamos a rodovia GO118, que segue rumo a Chapada dos Veadeiros. Neste dia presenciamos um evento muito interessante! Na estrada vimos centenas de maritacas gritando e voando de um lado para o outro. Quando sacamos a máquina para tirar fotos, vimos um vento levantando palhas de um milharal a vários metros de altura. Era como um mini tornado jogando tudo em espiral para o alto, e isso estava atiçando as maritacas que entravam nesse vento e subiam aos céus numa velocidade vertiginosa. Foi muito interessante ter presenciado esse evento tão incomum.
O dia não rendeu muito, pois o pneu dos três furou. Pedalamos cerca de 50km, o suficiente para chegar no povoado de São Gabriel, distrito de Planaltina-GO. Conseguimos um belo lugar para acampar, gramado com uma mangueira para tomarmos banho e lavar as roupas.
31 de maio – São Gabriel a São João D’Aliança
Acordamos e fizemos um shake com farinha láctea e comemos pão de forma recheado com wafer . Fizemos uma musculação com apoios e o elástico de fisioterapia e alongamento. Começamos a pedalar por volta das 10 da manhã. Foi um trecho com muitas subidas e cansativo.
Neste dia ocorreu algo interessante. O Kico encontrou um documento de motocicleta na beira da estrada e pensava em entregar em um posto policial ou mesmo tentar conseguir o telefone do dono, mas não foi necessário. Menos de 5km depois apareceu um motociclista desesperado atrás do documento (que era do irmão dele) e ficou muito agradecido por termos encontrado.
Paramos em uma bela lagoa no meio do caminho para nos refrescar. O clima é seco e o calor intenso. Nesse dia não passamos por nenhum rio na estrada. Chegamos a São João D’Aliança no finalzinho da tarde e demoramos a encontrar um lugar para acampar. Acabamos em um posto 24horas que tem no começo da cidade. São João D’Aliança é considerado o portal da Chapada dos Veadeiros, o primeiro grande parque natural que vamos conhecer nessa viagem.
Vamos reunir o máximo de informações possíveis para produzirmos um material para ajudar e incentivar os Cicloturistas e Ecoturistas a visitarem este local que está nos encantando.