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Cachoeira das Loquinhas

// agosto 28th, 2010 // 1 Comentário » // Cachoeiras

Para ir de Bike: Fácil. A estrada é curta, bem sinalizada e a parte de estrada de terra é muito boa. Nenhum desafio será encontrado e dá para ir curtindo a paisagem.

Distância pedalada: 4km
Trilha: 1km – Fácil
Entrada: R$10

Água cristalina

A cachoeira das Loquinhas é de facílimo acesso e se encontra a apenas 4Km da cidade de Alto Paraíso. Para chegar, vá até a praça do bambuzal, entre a direita em uma estrada de terra – siga as placas. A estrada é boa, cruza por dentro de um córrego de pouca água e por uma ponte em outro córrego de águas cristalinas que vale uma pausa para molhar a cabeça. Depois de 2km, entra-se na propriedade particular da fazenda onde está a cachoeira e tem mais 2km de pedalada tranquila. A estrada corta a mata nativa do cerrado e tem uma bela vista de grandes montanhas da chapada.

Ver o álbum de fotos da Cachoeira das Loquinhas

Na portaria da cachoeira tem estrutura de estacionamento e lanchonete e pode-se deixar a bicicleta ali sem problemas. É cobrada uma portaria de R$10 por pessoa.

No meio do mato

Para se chegar nas cachoeiras é muito tranqüilo. São duas trilhas que levam a duas sequencias de cachoeiras diferentes. Dá para se visitar todas as cachoeiras em um só dia. As trilhas são feitas de madeira e passam dentro de uma linda mata de cerrado onde é possível avistar pássaros nativos e até alguns macacos. Algumas árvores nativas possuem placas de identificação. A partir das trilhas, têm-se acesso aos poços ou locas (daí o nome Loquinhas), cada um identificado com seu nome em uma plaquinha na entrada.

As cachoeiras são pequenas e não oferecem risco. A água é cristalina e em alguns poços é possível ver e nadar com peixes.

Lagoa de pedra

Olha a pose do bicho

Ponte suspensa

Sertão Zen | Chapada dos Veadeiros-GO

// julho 3rd, 2010 // 11 Comentários » // Cachoeiras

Em Alto Paraíso, tomamos notícia de uma conhecida trilha da Chapada dos Veadeiros, a do Sertão Zen. Resolvemos então colocar as mochilas nas costas e partir para uma expedição de dois dias para conhecer essa cachoeira de 130m de queda.

A trilha não é das mais fáceis. Fomos a pé desde a cidade e andamos 4km até o Morrão, onde começa a trilha. Logo no início fica a parte que mais puxada. A subida do primeiro morro é muito íngreme, porém curta. A subida compensa o cansaço inicial, pois a vista de cima do morro é fantástica. Dá para ver a cidade de Alto Paraíso inteira e ao fundo o Morro do Buracão e o Morro da Baleia.

Vista de Alto Paraíso, Morro da Baleia e Morro do Buracão

Vista de Alto Paraíso, Morro da Baleia e Morro do Buracão

A trilha segue em uma planície por cima da chapada e a paisagem se abre colorida variando entre vastos campos de capim dourado, flores das mais diferentes formas e cores e pedras entremeadas por mata nativa, nos fazendo entender porque o Cerrado é considerado a savana com maior biodiversidade do mundo.

Trilha no meio do Cerrado

Uma das maiores dificuldades da trilha não é o esforço físico, e sim a localização. Não há nenhuma marcação indicando o caminho certo e há bifurcações na trilha que podem confundir. É recomendável que vá com um guia ou utilize de GPS – e isso aconteceu conosco.

Faça download do GPS tracklog da trilha

Percebemos que estávamos no caminho errado pois já tínhamos andado 15km, sendo que a trilha tem 12km. Já era fim de tarde e resolvemos acampar por ali mesmo.

Nosso acampamento

Pouco antes de anoitecer, próximo ao local que escolhemos para acampar, vimos grandes pegadas e a princípio achamos que era a famosa onça-pintada e passamos uma noite bem tensa pensando na possibilidade da apariçao da onça, mas acabamos descobrindo que as pegadas eram de anta. Independente do animal, estávamos inseridos em um ambiente totalmente selvagem e isso dava um gosto especial na aventura.

No dia seguinte, ainda perdidos, já estávamos nos conformando de que não conheceríamos o Sertão Zen, quando por muita sorte, apareceu do nada um grupo de guias que nos informou que a cachoeira estava há 2,5Km dali e nos mostrou onde era a trilha.

Essa trilha alternativa que pegamos merece ser visitada. Ela é usada também para se chegar ao Vale dos Macacos. Fomos beirando um penhasco de frente ao Sertão Zen, formando uma seqüencia de belos mirantes da cachoeira – foto abaixo.

Mirante com vista para o Sertão Zen

Mirante com vista para o Sertão Zen

O Sertão Zen é uma cachoeira de 130m de queda que forma um maravilhoso mirante do vale dos rios Macaco e Macaquinho. Do alto avista-se o Vão da Serra do Paranã, que se abre em forma de V, mostrando-nos uma bela paisagem. Próximo à queda, o rio forma uma cachoeira menor com um poço fundo, bom para um banho. Se tiver coragem, tem uma pedra de cerca de 8m que dá para pular na água.

Sertão Zen

Sertão Zen

O nome Sertão Zen não poderia ser mais apropriado. A cachoeira de água cristalina, as pedras e o visual do mirante, fazem dali um local de paz e tranqüilidade, que proporciona serenidade e harmonia com a natureza ao redor.

Mirante do Sertão Zen

Mirante do Sertão Zen

Um local imperdível da Chapada dos Veadeiros.

Pôr do sol

Ficha técnica

Nível: Difícil
Distância total: 12km
Asfalto+Estrada de Terra: 4km
Distância de Trilha: 8km
Entrada: Gratuita
Descrição: A trilha exige bom condicionamento físico. Começa com uma forte, porém curta subida e segue uma longa caminhada pelo Cerrado. Não existe sinalização e isso pode gerar confusão em alguns pontos. É recomendável ir com guia ou utilizar-se de um GPS para não se perder.

Download do GPS tracklog do Sertão Zen

Perfil altimétrico - Sertão Zen

Perfil altimétrico - Sertão Zen

Cataratas dos Couros | Chapada dos Veadeiros-GO

// junho 26th, 2010 // 2 Comentários » // Cachoeiras

Cataratas dos Couros

Quando saímos de São João d’Aliança-GO, estávamos ansiosos para chegar a Alto Paraíso de Goiás. Faltavam cerca de 20km para a cidade, quando vimos uma placa “Cataratas dos Couros” apontando para uma estrada de chão. Não pensamos duas vezes e seguimos a estrada sem ter idéia do que nos esperava.

Ver ficha técnica
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A estrada de chão, o visual das montanhas e a falta de informação sobre o local faziam daquela a nossa primeira aventura na Chapada. O trecho de terra foi muito mais longo e difícil do que imaginávamos. Foram 30km de estrada com muita poeira solta; em alguns pontos chegava a quase um palmo de poeira acumulada. Isso dificultava muito nossa pedalada e em alguns momentos quase caímos. Mas o mais difícil estava por vir. Pouco antes de chegar, pegamos uma subida muito íngreme de cerca de 4km que sofremos para superar empurrando as bicicletas carregadas.

Tiago sofrendo para subir

Tiago sofrendo para subir

Chegamos ao anoitecer e tivemos que acampar próximos às cachoeiras. A noite nos impedia de ver o local ao redor e o barulho das águas nos deu apenas uma pequena noção do que nos esperava na manhã seguinte.

Para facilitar a vida de quem tem GPS, disponibilizamos o GPS tracklog da estrada e da trilha para download.

As cachoeiras

A distância e a dificuldade do caminho de ida é recompensada por uma beleza fora do comum. As Cataratas dos Couros é formada por uma seqüencia de quatro grandes cachoeiras que chegam a 100m de queda e de uma série de poços de todos os tamanhos que acompanham o Rio dos Couros que ao final se torna um enorme cânion que se abre formando um visual de tirar o fôlego.

Curiosidade: O Rio dos Couros tem este nome pois os caçadores de Veado Campeiro da região usavam-o para limpar o couro das suas caças.

Cachoeira da Muralha

Chegando ao local deve-se deixar o veículo (bike ou carro) e andar por uma trilha fácil de cerca de 800m até a primeira queda, a Cachoeira da Muralha (foto ao lado). Ela desce em vários pontos em um paredão de pedra, formando poços e uma pequena ilha logo abaixo.

A trilha segue o curso do rio e vai dificultando o caminho. São mais 2km de trilha até o final. Uma infinidade de poços de tamanhos e profundidades diferentes se abrem à frente a todo momento. A água cristalina é um convite para um banho em cada um deles.

Outras cachoeiras vão se formando, até que chega-se nas famosas Cataratas dos Couros. Um paredão tomado de água que cai em pequenos poços emfrente a um grande cânion, formando um local de beleza para todos os lados que se olha, embalado pela música da água que desce forte da cachoeira.

Cataratas dos Couros

Cataratas dos Couros

Ainda mais abaixo pela trilha, chega-se a um mirante para ver a última e maior queda do Rio dos Couros, a Cachoeira de São Vicente com cerca de 100m de queda. Água explode da pedra em direção ao fundo do cânion gigante. A trilha termina por ali e não é possível chegar na base dessa cachoeira (a não ser pela Fazenda Lua, mas aí é outra história).

Cânion

Cânion

Um local de rara beleza que nos deixou muito empolgados com a Chapada dos Veadeiros, pois nos pegou de surpresa, chegamos ao local sem saber o que nos esperava e demos de cara com uma das mais belas seqüencias de cachoeiras da Chapada.

Ficha Técnica

Distância Asfalto: 20km (a partir de Alto Paraíso de Goiás)
Distância Terra: 30km
Caminhada em trilha: 3km
Para ir de bike: Difícil.
Entrada: R$10
Descrição: A distância é longa e a estrada de terra não é das mais fáceis nem para carros de passeio. Em vários pontos tem poeira solta e acumulada em quase um palmo, dificultando muito a pedalada e o trecho de 4km de subida íngreme empurrando a bike dificultam o acesso. O local não conta com estrutura de bar, restaurante e camping.

Download do GPS Tracklog Cataratas dos Couros