Arqvs. por Categoria: Sustentabilidade

Pedalando pelo Cerrado

Pedalando pelo Cerrado

Quando estávamos chegando em Três Marias, percebemos uma mudança na vegetação na beira da estrada. O clima foi ficando seco, e o pôr do sol avermelhado destacavam as formas retorcidas da vegetação, chegamos no Cerrado.

Perfil do Cerrado

Perfil do Cerrado

No caminho para Chapada dos Veadeiros uma placa na estrada com os dizeres: “Cerrado – a savana com maior biodiversidade do mundo.” nos lembrou de onde estávamos. Grande parte da flora e fauna do cerrado só tem neste bioma e faz a vida ali ser ainda mais especial.

Palipalan, chuveirinho do Cerrado

Palipalan, chuveirinho do Cerrado

Arara Vermelha

Arara Vermelha

Infelizmente, restam somente 20% da mata nativa do Cerrado. Pequis, Barus, Sapucaias e Ipês são substituídas pelo homem por Eucalípto, Soja, Algodão e pasto para alimentar o gado, que tomou o lugar da anta, tamanduá-bandeira, veado campeiro, onça-pintada, lobo guará e por aí vai…
Segundo a ONG Conservacao internacional, é bem provável que o Cerrado vá desaparecer nos próximos 25 anos. Um dos dados desse levantamento mostra que 2,6 campos de futebol sao desmatados por minuto nos últimos anos.

Deserto Verde

Deserto Verde

Em nossas pedaladas de Três Marias até Paracatu, mais de 100km de estrada cercada por monótonas plantações de Eucalípto.

Monocultura de Eucalípto

Monocultura de Eucalípto

A cidade de Paracatu é uma das maiores produtoras de grãos do Brasil, os pivot de irrigação estão espalhados por todas as partes. O negócio é tão bom, que lá está o maior pivot do mundo. A cidade também possui a maior mina de ouro do Brasil, que está sendo explorada pela Kinross, empresa Canadense.

Exploração de ouro em Paracatu

Exploração de ouro em Paracatu

Mina de ouro da empresa Kinross

Mina de ouro da empresa Kinross

Ali do lado, a cidade de Vazante ficou conhecida com a capital do Zinco, e suas minas do metal são exploradas pela Votorantim, que inclusive faz o benefíciamento do Zinco nas margens do rio São Francisco.

Rio São Francisco e a lagoa de rejeitos

Rio São Francisco e a lagoa de rejeitos

Visita à Votorantim Metais

Visita à Votorantim Metais

As queimadas no Cerrado, antes naturais, agora são provocadas com muito mais intensidade pelo homem. Neste ano de 2010, mais de 35% do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e 50% do Parque Nacional de Brasília foram consumidos pelo fogo.

Queimada na Chapada dos Veadeiros

Queimada na Chapada dos Veadeiros

As cercas das grandes fazendas tiram o direito não só do povo ter onde plantar, mas também o direito a vida de animais e plantas que viviam ali antes da ocupação humana. Presenciamos a cena de uma Ema e seus filhotes tentando sair das margens da rodovia, mas uma cerca de mais de kilômetros dos dois lados as impediam de passar.

Casal de Emas

Casal de Emas

As estradas que cortam o Cerrado e quem dirige por elas são com certeza um dos maiores responsáveis pela morte de animais silvestres. Tamanduás bandeiras, tatus e ciriemas são vistos aos montes mortos na beira das rodovias.

Tamanduá morto na estrada

Tamanduá morto na estrada

Em nossas pedaladas pela savana brasileira o que não faltou foi água. Por todos os cantos cachoeiras e rios refrescaram nosso caminho. A explicação para essa quantidade de água é que no Cerrado estão as nascentes dos principais rios das bacias Amazônica, da Prata e do São Francisco.

Rio São Francisco

Rio São Francisco

A represa de Três Marias e o Lago da Serra da Mesa com 1.040 km² e 1.784 km² de área de cerrado alagada respectivamente, garantem a produção das hidrelétricas.

Represa em Três Marias

Represa em Três Marias

Foi no estado de Goias, na Chapada dos Veadeiros que tivemos nosso primeiro contato com o Cerrado Selvagem. Fizemos várias trilhas e até nos perdemos. Chegamos lá no mês de junho, tempo de seca e das flores, que deram um show a parte.

Vista do Sertão Zen - Chapada dos Veadeiros

Vista do Sertão Zen - Chapada dos Veadeiros

Tucano

Tucano

O povo diz que se o primeiro pássaro que vc ver no dia for um Tucano ou uma Arara é sinal de que terá um bom dia. Deve ser por isso que quem vive no Cerrado está sempre de bom humor, já que é muito comum acordar, olhar pro céu e ver um tucano ou um casal de arara gritando.

O Estado do Mato Grosso é o maior produtor de algodão e soja do páis. Conseguimos ver e sentir isso durante nossas pedaladas pelo estado, onde a paisagem dominante é a de grandes plantaćões. Na cidade de Campo Verde, aviões pulverizam agrotóxicos pelas plantacoes e fazem o índice de morte por cancer naquela regiao ser uma das maiores do país.

Plantação de Soja - MT

Plantação de Soja - MT

Avião borrifador de agrotóxico

Avião borrifador de agrotóxico

As únicas áreas de Cerrado preservado que vimos no estado que vimos foram a Reserva Índigena de Sangradouro e o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães.

Chapada dos Guimarães

Chapada dos Guimarães

No Cerrado plantamos mudas, e colhemos amizades e aprendizados.

Ramón, Franz e Suzana

Ramón, Franz e Suzana

Plantio em Paracatu

Plantio em Paracatu


Curso de Agrofloresta no Ipoema

Curso de Agrofloresta no Ipoema


Casa da Rafa em Brasília

Casa da Rafa em Brasília

Categoria: Sustentabilidade | Tags: , , , , | 2 Comentários

Atravessando o deserto verde (Barra do Garças-MT a Chapada dos Guimarães-MT)

Atravessando o deserto verde (Barra do Garças-MT a Chapada dos Guimarães-MT)

Início: 08/11/2010 Término: 14/11/2010 (7 dias pedalados)
Total: 460Km Média: 66Km/dia
Geral: 2839Km
Cidades: 06 (Barra do Garças-MT, General Carneiro-MT, Vila Paredão-MT, Primavera do Leste-MT, Campo Verde-MT e Chapada dos Guimarães-MT)

O deserto verde

O deserto verde


Exibir mapa ampliado

Acordamos no porto do Baé e arrumamos nossas coisas para partir de Barra do Garças e começar o cicloturismo pelo estado do Mato Grosso. Enquanto desmontávamos acampamento, vimos dois botos subindo o rio. Sinal de que o dia ia ser bom! Quando já estávamos prontos para começar a pedalar, aparece o Ebinho Souza, o cicloturista de Juiz de Fora que conhecemos bem ali no encontro dos rios. Ele fez um almoço ali mesmo para comemorarmos este encontro e trocamos altas idéias. Ele iria fazer o mesmo caminho que nós, mas não partiria de Barra naquele dia. Ele nos disse antes de sairmos: “Não sou da globo, mas a gente se vê por aí”.

Ebinho Souza no Porto do Baé em Barra do Garças-MT

Ebinho Souza no Porto do Baé em Barra do Garças-MT

Saímos de Barra com o tempo cinzento, meio chuvoso, feio de ver, mas muito bom para nós, pois ameniza o calor infernal da região e nos desgasta menos durante as pedaladas. No primeiro dia fomos até um restaurante de beira de estrada chamado Galinha Caipira, onde pernoitamos. Na hora de fazer nosso rango, vimos que perdemos um parafuso do nosso fogareiro e ele não funcionava. Tentamos fazer uma fogueira em uma churrasqueira, mas só conseguimos fumaça! Por fim, o que nos salvou foi um querosene que estávamos carregando para limpar as bicicletas. Fizemos um fogo numa latinha e terminamos de preparar nossa gororoba.

Nosso acampamento no bar Frango Caipira

Nosso acampamento no bar Frango Caipira

Começamos a pedalar cedo e logo chegamos a General Carneiro, onde almoçamos e repomos nossa dispensa. Encontramos lá um casal de cicloturistas baianos que estavam indo no sentido contrário ao nosso e disseram estar vindo de Rondônia somente por estradas de terra. Haja disposição! Seguimos viagem até o Bar do Xerim, um restaurante bem simples na BR-070. Pouco tempo depois que chegamos, aparece o Ebinho pedalando. Fizemos um jantar caprichado e acampamos na varanda do bar.

Pedalar pela BR-070 no estado de Mato Grosso foi uma aventura perigosa. A estrada não tem acostamento e é pista de mão dupla. Quase não se vê carro de passeio transitando pela rodovia, que é dominada por caminhões e carretas bitrem. Como a estrada é muito plana, esses veículos monstruosos passam a milhão. A maioria deles nos respeita e nos ultrapassam de longe, buzinando para nos cumprimentar, mas em outros momentos temos que sair do asfalto. Ficamos sempre ligados no retrovisor, que nunca foi tão útil quanto nesse trecho. Tiago deu sorte, pois colocou um retrovisor de moto na bike em Barra do Garças.

Caminhões e carretas da BR070

Caminhões e carretas da BR070

A estrada plana e o tempo nublado ajudou na pedalada até a Vila Paredão, distrito de General Carneiro, acompanhados pelo Ebinho. O visual deste trecho foi muito top! Vários paredões e chapadas de arenito vermelho encheram nossos olhos e nos deram um gostinho do que nos esperava na Chapada dos Guimarães. Acampamos na varanda da casa de orações da igreja local e, mais uma vez, fizemos um rango especial com direito a feijão com linguiça e angu a baiana.

Arroz, feijão com linguiça e angu a baiana

Arroz, feijão com linguiça e angu a baiana

Fazendo o rango na Vila Paredão-MT

Fazendo o rango na Vila Paredão-MT

Ebinho nos contou muito de sua história nesses 15 anos de estrada e foi muito massa trocar idéia com um cara de Juiz de Fora, falar da Tribuna de Minas, Parque Halfeld e outras histórias de Juiz de Fora. Aprendemos muito sobre a vida na estrada escutando suas experiências de cicloturista. Pedalar com o Eber e ver toda sua disposiçao aos 59 anos de idade, nos inspirou e deu forças para seguirmos nossa Nova Origem.

Depois da Vila Paredão, passamos pela reserva dos índios Xavantes. Foram 40Km de estrada, onde do lado direito – a reserva indígena – era puro Cerrado preservadíssimo e, do lado esquerdo – fazendas – grandes lavouras e monoculturas. Estávamos apreensivos durante este trecho, pois fomos alertados de que os índios faziam barreira na estrada, mas não tivemos problema algum. Durante o trecho vimos apenas um índio, mas ao invés de arco e flecha, ele carregava uma espingarda!

.. distoa das infinitas monoculturas

.. distoa das infinitas monoculturas

Tribo Xavante no meio do cerrado preservado ..

Tribo Xavante no meio do cerrado preservado ..

No dia seguinte, antes de partirmos do Posto Companheiro, onde passamos a noite, tivemos a oportunidade de conversar com um índio Xavante que tinha chegado de carro ali e ficou curioso com nossas bicicletas. O índio nos contou histórias emocionantes de como sua tribo fica restrita àquele espaço de terra da reserva. Ele nos disse: “Os Xavantes são índios guerreiros. Nós queremos respeito do branco. Somos todos seres humanos e queremos respeito!”. Ele terminou nos contando o caso do seu primo que tinha morrido há pouco mais de um mês, atropelado por um caminhão, quando voltava de bicicleta de uma pescaria. Os Xavantes fecharam a rodovia por dois dias para tentar encontrar o caminhoneiro responsável, mas sabe como é né… missão impossível. Ele nos disse também que a reserva tem cerca de 15 mil índios, espalhados por 42 aldeias. Eles falam o dialeto próprio dos Xavantes. As crianças frequentam uma escola estadual na aldeia de Sangradouro, até completarem o ensino fundamental e depois vão terminar os estudos na cidade. Ele disse que não recebem ajuda financeira do governo e que vivem da caça de anta, tatu, veado campeiro entre outros animais do Cerrado. Vendo a reserva de uma colina, podemos concluir que pelo menos preservar a mata eles sabem fazer melhor do que os brancos que destroem a mata nativa para “produzir alimento”.

E uma arara para alegrar o pedal

E uma arara para alegrar o pedal

Emas procuram seu espaço no meio da lavoura

Emas procuram seu espaço no meio da lavoura

Os 40Km até Primavera do Leste foram tranquilos, mas a paisagem nos assustou. Lavouras a perder de vista transformaram o horizonte em um verde monótono, que mais parece um deserto sem vida, muito diferente do verde que vemos em florestas e matas preservadas. É muita terra mesmo, na mão de pouca gente que enriquece com ajuda do governo e dos trabalhadores rurais. A cidade de Primavera do Leste é voltada para o agronegócio. Tudo é mais caro e passamos somente uma noite lá, hospedados no Batalhão dos Bombeiros. Aqui no Mato Grosso temos que agradecer muito à essa corporação que tanto tem nos ajudado.

Em Primavera do Leste nos desencontramos do Ebinho, que a essas horas continua seguinho seu caminho “… a gente se vê por aí!”. Na partida da cidade fizemos uma matéria para a TV Primavera, afiliada da Record e seguimos para Campo Verde. A estrada até a cidade não mudou em nada o monótono visual de lavouras infinitas e, nesse dia, batemos nosso recorde de quilometragem. Pedalamos 105Km sempre com o mesmo deserto verde das fazendas, que nos gerou muitas reflexões, sobre quem tem a posse dessas terras e qual a real finalidade do seu uso. Refletimos muito também sobre o nosso consumo e como isso interfere no mundo. O mais triste é pensar que ali um dia foi Cerrado preservado, cheio de vida.

Infinitas lavouras, pouca vida, o deserto verde<br />

Infinitas lavouras, pouca vida, o deserto verde

Para reforçar a idéia de que essas monoculturas extensivas não são positivas, em Campo Verde trocamos idéia com o pessoal da Pizzaria Massapê, que nos recebeu muito bem por lá. Eles nos contaram que a cidade é a primeira no Brasil em produção de algodão, soja, ovos e também é campeã em casos de câncer. Com 30 mil habitantes, Campo Verde registra uma morte a cada 40 dias por conta da doença que é causada pela contaminação da água e do ar por agrotóxicos das lavouras. Passamos em frente ao aeroporto da cidade, bombado de monomotores equipados com pulverizadores para borrifar agrotóxico nas lavouras. Como de costume no Mato Grosso, passamos a noite no Batalhão dos Bombeiros e o Cabo Dias, que nos contou várias histórias, nos disse que tem dias na cidade em que você sente gosto ruim na boca do agrotóxico que é trazido pelo vento.

Valeu bombeiros do Mato Grosso!

Valeu bombeiros do Mato Grosso!

Borrifador de câncer

Borrifador de câncer

Bom, pelo menos estávamos próximos da Chapada dos Guimarães, a segunda Chapada de nossa rota (leia os posts da Chapada dos Veadeiros). Saímos de Campo Verde animados para pedalar os 70Km que nos separavam desse paraíso preservado no meio dessas monoculturas que já estavam nos incomodando. Outra coisa boa é que a estrada de Campo Verde até a Chapada é bem tranquila, com um acostamento curto, mas seguro e sem caminhões. É proibido o tráfego de caminhões com mais de três eixos por ali.

Pedalamos os 30Km iniciais ainda cercados por grandes pastos e plantações e só encontramos uma faixa de Cerrado preservado no Balneário da Martinha, ponto de entrada da Chapada dos Guimarães. O local tava bombado de gente! Mas também chegamos bem no domingo, 14 de novembro, véspera de feriado. Paramos para dar um mergulho e nos refrescar, mas foi o tempo de molhar a cabeça e fomos pegos por uma chuva pesada! Corremos com as bikes para o restaurante do outro lado da rodovia e ficamos lá esperando o tempo melhorar e trocando idéia com o pessoal que também correu pra lá para se proteger da chuva.

Chapada chegando e cadê o Cerrado?

Chapada chegando e cadê o Cerrado?

Chegando embaixo de chuva

Chegando embaixo de chuva

Quando decidimos seguir viagem, ainda chovia um pouco e ventava frio. Vestimos nossas roupas de chuva pela primeira vez durante uma pedalada e seguimos para terminar os 40Km finais. Triste chegar na Chapada embaixo de chuva, com tempo cinza e visual limitado. Ainda paramos no Mirante do Geodésico, que fica há 8Km da cidade. No alto do mirante venta muito, a vista de lá é show e dá até para ver a cidade de Cuiabá, situada há 65Km da Chapada. Do mirante até a cidade tem uma faixa compartilhada para pedestres e bicicletas e pedalamos por ela despreocupadamente até chegarmos, enfim, à Chapada dos Guimarães!

Mirante do Centro Geodésico

Mirante do Centro Geodésico

Arrumando a placa

Arrumando a placa

Chegando no Mirante do Centro Geodésico

Chegando no Mirante do Centro Geodésico

Vista do mirante

Vista do mirante

Brasil, Diário de Bordo | Tags: , , , , , , , , , , , , | 2 Comentários

Atividades sustentáveis na Capital do Brasil

Reunião do projeto Plantando Árvore, colhendo Educação

Recebemos um convite da Gabriela, que trabalha na secretaria de meio ambiente de Samambaia para participar de uma reunião com os pedagogos da rede municipal da cidade do projeto Plantando Árvore, colhendo Educação.

O Caseh foi o representante da Nova Origem e na reunião foram aprensentados os resultados do projeto Plantando árvore, Colhendo Educação, onde as crianças ajudam no plantio e manejo de agroflorestas.

Foi de muito aprendizado participar de uma reunião onde foram discutidas formas de inserir a Educação Ambiental na grade curricular das crianças. Pudemos ver na prática como e o quê pode ser feito para que nossas crianças cresçam sabendo a se relacionar com o meio ambiente. Tivemos um espaço no final da reunião para apresentar nosso projeto aos pedagogos. Agradecemos a Gabi, amiga que fizemos na Chapada do Veadeiros, pela oportunidade que muito nos ajudou.

Curso de Sistemas Agroflorestais do IPOEMA

Galera do curso de Sistemas Agroflorestais

Galera do curso de Sistemas Agroflorestais

Durante nosso tempo em Brasília, tivemos a sorte de estar rolando um curso de Sistemas Agroflorestais, ministrado pelo IPOEMA. O curso aconteceu no sítio Semente, há 30Km de Brasília. Negociamos com o Juan e conseguimos um desconto para que um de nós participasse do curso. Tiramos na sorte para ver quem seria o participante e quem ganhou foi o Kico.

O curso

Passei quatro dias acampado no sítio Semente em uma vivência maravilhosa com cerca de 30 pessoas. É fácil reconhecer o sítio, um aglomerado de verde em meio a uma aridez de Cerrado dos terrenos em volta e isso no auge da temporada de seca.

O curso explicou os conceitos do Sistema Agroflorestal, onde se utiliza dos processos de sucessão natural das especies para produção agrícola. Em um sistema agroflorestal, consegue-se extrair lucro e ainda melhorar a qualidade da terra, respeitando-se a fauna e flora locais.

Ralando!

Ralando!

Sala de aula

Sala de aula

Tivemos aulas teóricas e práticas. Na aula prática, a turma foi dividida em grupos e cada grupo foi responsável pelo plantio de um canteiro. A princípio ficamos meio chocados com a qualidade do solo, pois o sítio fica em um terreno muito pedregoso, onde parece que nada vai nascer ali. O trabalho foi pesado. Capinamos, fizemos cova, adubamos e plantamos cerca de 50 espécies de plantas de todos os estratos (desde alface até árvores enormes como o Baru) em um mesmo canteiro.

A vivência no sítio foi maravilhosa e conheci pessoas especiais. Deixo um grande abraço a todos que compartilharam esses dias comigo e agradecemos ao IPOEMA pela oportunidade. Sem deixar de lembrar do rango vegetariano maravilhoso que nos foi oferecido durante esses quatro dias.

Dia Mundial Sem Carro

Dia Mundial Sem Carro

Dia Mundial Sem Carro

Participamos em Brasília da pedalada do Dia Mundial Sem Carro em 22 de setembro de 2010. A pedalada de cerca de 20Km teve uma parada na porta do Palácio do Buriti para que o governador do DF, Rogério Rosso, junto com um batalhão de seguranças, se juntasse aos cerca de 50 ciclistas.

Depois que o governador se juntou ao grupo, pedalamos pelo Eixo Monumental até a porta do Museu Nacional, onde rolou um café da manhã para todos os ciclistas. Houve pronunciamento dos líderes dos principais movimentos de bicicleta do DF em prol de melhores condições para a bicicleta no transito de Brasília.

O governador assinou uma carta compromisso que diz que haverá um investimento de R$55 milhões para a construção de mais 300Km de ciclovias na capital nacional. Um excelente exemplo para as outras capitais brasileiras. Um comentário interessante do governador foi “Quero para o trânsito de Brasília um caminho parecido com cidades como Amsterdã e Paris, com respeito pelos ciclistas e não seguir o exemplo do trânsito de São Paulo.”.

Rolé de Tandem

Rolé de Tandem

Governador do DF no DMSC

Governador do DF no DMSC

Sem puxa-saquismo dos gringos, mas o Brasil carece muito de investimentos para melhor inserção do ciclista no trânsito, com vias seguras e um trabalho de educação dos motoristas para que tenham mais respeito por quem tá de bike.

Ainda no DMSC, conhecemos o Enoque, um cicloturista gaúcho que está pedalando por todo o Brasil lutando contra o crack e a pedofilia. O cara saiu com R$100 no bolso e já pedalou por 20 estados brasileiros. Força no pedal, irmão!

Como estamos em período eleitoral, houve um bocado de politicagem durante o evento, principalmente pela presença do governador Rosso, mas nada que tirasse o brilho e a importância do movimento pró-bicicleta.
Parabéns aos grupos que tomam frente da organização dos movimentos a favor da mobilidade urbana e do uso da bicicleta como meio de transporte. Nós apoiamos a causa!

Categoria: Sustentabilidade | Tags: , , , , , , | Deixe um comentário

A vida nos fundos de um supermercado – Alto Paraíso de Goiás

Nossa "casa" de Alto Paraíso

Nossa "casa" de Alto Paraíso

Nós chegamos a Alto Paraíso de noite, sem saber onde iríamos ficar, sem conhecer ninguém. Precisávamos reabastecer nossos estoques de comida e paramos no primeiro supermercado que vimos aberto. Na hora de pagar, começamos a conversar com o dono do mercado que disse ter nos visto na estrada dias atrás. Antes de partir para procurar um lugar para passar a noite, aconteceu o inesperado diálogo. Caseh, sem grandes pretensões perguntou pra ele se ele sabia onde poderíamos montar nossas barracas. Prontamente ele respondeu que poderíamos montar no terreno do lado, que faz parte do terreno do mercado. Já estávamos felizes de termos conseguido um teto para passar uns dias, quando ele complementou “Se eu falar pra eles que tem banheiro e cozinha eles não vão embora nunca mais”.

Nós fomos embora, mas definitivamente ficamos por lá mais tempo do que imaginávamos e foi uma experiência única nossos dias nos fundos do mercado. Entramos na história das pessoas e elas na nossa muito rápidamente. Em pouco tempo aquele espaço virou nossa casa e o dono do mercado passou a nos tratar quase como filhos. Nos levou para almoçar, fez fogueira conosco madrugada adentro discutindo política e outras filosofias da vida, fora as vezes que ele resolvia preparar um jantar para nós e sua esposa.

Era tempo de copa do mundo e fizemos festa nos dias de jogo. O mercado fechava as portas e o churrasco comeu solto em nossa “casa”, junto com os funcionários, que se tornaram nossos amigos.

Brasil x Chile

Brasil x Chile

Tentávamos contribuir ao máximo nas rotinas do mercado, ajudávamos a descarregar as mercadorias, organizar as prateleiras e fizemos algumas entregas, uma delas no Moinho.

É interessante esse envolvimento que temos com as pessoas no caminho. São famílias que criamos em cada parte por onde passamos.

Dia de entrega no Moinho

Dia de entrega no Moinho

A maior surpresa foi quando o dono do mercado nos convidou para ir pescar. Aceitamos na hora e fomos em sua caminhonete até Teresina de Goiás tentar a sorte com os peixes no funil do rio Paranã, terra Kalunga. A tentativa de pescaria foi frustrada, mas a beleza do lugar nos impressionou. O grande rio Paranã, com enorme volume de água, se afunila em um estreito cânion formando uma paisagem de cinema, onde a água corre com uma força alucinante. Vamos ficar devendo as fotos desse lugar, pois a bateria da câmera acabou logo que chegamos lá, uma pena.

Essa aí é a Xamana, a pastora alemã que ficou órfã e foi acolhida pelo pessoal do mercado

Essa aí é a Xamana, a pastora alemã que ficou órfã e foi acolhida pelo pessoal do mercado

Brincando com a luz

Brincando com a luz

Como em qualquer outro mercado, os legumes, verduras e frutas que não apresentavam boa aparência ou com pequenos machucados, eram descartados em um latão, e uma vez por semana um fazendeiro o recolhia para dar as sobras de alimento aos porcos. Conversamos com os funcionários do mercado e pedimos para dar uma olhada no que seria descartado antes de ir pro latão. Todos os dias conseguimos nos fartar desses alimentos (e acho que nunca comemos tanto legume na nossa vida). Alimentos secos, como arroz, macarrão e biscoitos vencidos, ao invés de irem para o lixo, foram para a panela e viraram nossa refeição durante um bom tempo.Foi muito importante para nós essa experiência, pois temos conhecimento que toneladas de alimentos são diariamente jogados no lixo enquanto milhões de pessoas em estado de fome anseiam por um prato de comida.

Recomendamos o vídeo Ilha das Flores (abaixo) que apresenta de uma forma interessante o tema do desperdício.

Brasil, Diário de Bordo | Tags: , , , , , , , , | 6 Comentários

Atividades em Paracatu

Resumo das atividades

30 mudas plantadas
250 pessoas em palestras
Visita à Câmara de Vereadores de Paracatu

Crianças do projeto Craque do Futuro e as mudasParacatu foi mais uma cidade com portas abertas para a Nova Origem. No dia 15 de maio fizemos uma Pedalada Ecológica em parceria com a Sport Bike e o Empório Nectar. Pedalamos pelas ruas da cidade e finalizamos no Parque Ecológico Alto do Açude. Lá fomos recepcionados pelo Sr. Wilson, presidente da Câmara de Vereadores, junto com 50 crianças do projeto Craques do Futuro, que tem como objetivo oferecer esporte e educação para crianças carentes.

As crianças de 6 a 12 anos nos receberam com 30 mudas de árvores nativas. Eles nos ouviram falar da nossa viagem, a importância do esporte em nossas vidas, amizade e consciência ambiental. Depois da conversa, Kico deu uma volta na represa do parque fazendo uma coleta de lixo com a criançada enquanto o Carlos e o Tiago plantaram as mudas com a outra parte das crianças.
Depois das atividades as crianças foram presenteadas com um lanche. Antes de partir, resolvemos arriscar um futebol com essa gurizada. As crianças deram um show de bola em nós! Foi muito divertido poder compartilhar aquele momento com eles.

Fizemos uma palestra no dia 17 de maio no Colégio Atenas, para cerca de 120 crianças e aproveitamos a oportunidade para realizar uma oficina de sementes com o plantio de feijão no algodão. Durante o plantio, incentivamos as crianças a plantar e preservar as árvores e destacamos a importância das plantas para o nosso planeta.

No dia 18 de maio realizamos mais uma palestra na Escola Josino Neiva. Falamos para aproximadamente 80 crianças sobre a viagem, amizade e consciência ambiental. O destaque foi para o plantio de 3 mudas nativas na escola, junto com as crianças. Demos a elas a responsabilidade de cuidar das mudas, pois em breve serão elas mesmas as beneficiadas com os serviços ambientais dessas árvores.

Tivemos também uma conversa na Câmara dos Vereadores da cidade onde participaram o presidente da Câmara, Sr. Wilson Cordeiro, a secretária de meio ambiente Sra. Cristina Douglas e a bióloga da prefeitura Sra. Simone Paixão. Na conversa nos foi apresentada a nova Lei das Sacolas Plásticas de Paracatu, onde todos os estabelecimentos comerciais da cidade terão até 2014 para deixar de usar sacolas plásticas. Junto com essa Lei, está sendo desenvolvido um projeto de educação junto aos comerciantes e empacotadores dos supermercados e também doação de sacolas ecológicas.

Durante a conversa vimos que a cidade de Paracatu ainda está muito aquém na questão da preservação ambiental. A cidade perdeu a licença do seu aterro sanitário e está lutando para consegui-la novamente. Questionamos sobre as ações da prefeitura em relação ao controle das ações ambientais da Kinross – empresa canadense, maior exploradora de ouro do país – e percebemos que a administração da cidade ainda não exerce grande controle sobre as atividades da empresa.

Igual a LuaAinda em Paracatu, tentamos agendar uma visita na Kinross. Infelizmente só conseguimos a autorização da visita depois que já tínhamos saído da cidade. Mas para conhecer o local, fomos até a área da mina de extração e fizemos fotos da área explorada e do maquinário da empresa. É incrível ver o tamanho da destruição no local e pensar que para cada grama de ouro, é necessária a remoção de quatro toneladas de terra. Será que um pingente de ouro vale realmente todo esse impacto?

Categoria: Sustentabilidade | Tags: , , , , , , , , , | 6 Comentários

Atividades em Três Marias

Resumo das atividades

20 mudas nativas plantadas
1.000 pessoas em palestras

Casa de PET da Escola Geralda MárciaNossas atividades ambientais em Três Marias começaram no sábado dia 1º de maio. Realizamos neste dia o plantio de 20 mudas nativas do Cerrado em um espaço de arborização urbana da cidade. O plantio foi feito em parceria da prefeitura local, representada no dia pelo Sr. Roberto Carlos, secretário do meio-ambiente. Participaram também desta atividade familiares do Marcelo.

O secretário nos passou um panorama geral da sustentabilidade na região: Políticas Ambientais, Votorantim Metais e Cerrado.

No dia 3 de maio participamos da abertura da semana do meio ambiente do Colégio IEBG. Lá conversamos com cerca de 250 crianças de 6 a 12 anos sobre nossa viagem, meio ambiente, consumo consciente e as incentivamos a participarem das atividades ambientais que seriam desenvolvidas naquela semana. A surpresa ficou para o final da palestra, quando as crianças disputavam entre si para receber um autógrafo nosso. Foi muito gratificante e gostoso receber todo aquele carinho. À noite fizemos um bate-papo com cerca de 50 alunos do curso técnico do mesmo colégio.

Homenagem da Escola Geralda Márcia No dia seguinte, 4 de abril, foi a vez de visitarmos a Escola Municipal Geralda Márcia. Esse dia com certeza foi um dos mais especiais da viagem. Ao chegarmos à escola nos deparamos com um cartaz: ”Carlos Werner, Kico Zaninetti, Marcelo Barros e Tiago Batalha – SEJAM BEM-VINDOS!” e ao entrarmos no colégio, em todos os murais havia cartazes, com belas paisagens e dizeres do nosso projeto: “Nova Origem – Pedalando em busca do desenvolvimento sustentável”. É impossível colocar em palavras a sensação de vermos nossas idéias serem difundidas em um local tão especial como aquela escola. É uma escola onde a maioria dos alunos é de família carente e alguns deles demoram mais de 2 horas de ônibus para chegarem lá. Ao entrarmos nas salas, sempre éramos recebidos com um coro de “Bom dia!”. Realmente, aquele foi um dia emocionante. O carinho e interesse das crianças e da diretoria da escola nos fez ter certeza de que ter largado tudo e saído de casa para essa viagem, foi a escolha mais acertada de nossas vidas.

O mais interessante da Escola Geralda Márcia é a importância dada para a educação ambiental. A escola realiza diversas atividades com os alunos para despertar o interesse da preservação ambiental. A principal delas é a reciclagem e reutilização de garrafas PET. Em uma gincana interna, a Escola desafia os alunos a trazerem semanalmente garrafas PET que são recicladas pelos próprios alunos em uma oficina instalada na própria escola. As garrafas são transformadas em ambientes da escola, como a casinha do parque de diversões e a Sala de Artes, fantasias para escola de samba, além de todos os enfeites do natal de 2009 de Três Marias. A escola foi campeã das últimas 6 Semanas do Meio-Ambiente da cidade, evento anual que ocorre em Junho, onde escolas da cidade apresentam atividades ambientais.

Categoria: Sustentabilidade | Tags: , , , , , , | 3 Comentários

Resultado das Atividades em Belo Horizonte

Pedalada na Lagoa da Pampulha

É sempre bom nos reunirmos com ciclistas, pois além de estarem sempre dispostos e bem humorados, são pessoas que gostam do que estamos fazendo e sempre têm dicas, sugestões e uma energia boa para nos passar.

Aproximadamente 15 ciclistas se reuniram no marco zero da Lagoa da Pampulha no sábado, dia 24 de abril para uma volta ao redor da lagoa. A pedalada ecológica foi uma iniciativa da Nova Origem em conjunto com a Magrela’s Life Style e Mountain Bike BH.

A Lagoa da Pampulha é um lago artificial situado na cidade de Belo Horizonte. O banho e a pesca são proibidos no local devido ao alto nível de poluição. Segundo Evandro Xavier, presidente da Fundação de
Zoo-Botânica de Belo Horizonte, o maior desafio para a despoluição da lagoa é o desassoriamento e o tratamento dos materiais orgânicos.

Na lagoa a população tem acesso  à cultura, esporte e lazer. Pudemos observar pessoas praticando ciclismo, caminhada e corrida além de meditação e yoga. Observamos várias famílias reunidas na área gramada da lagoa, aproveitando a sombra das árvores.

A pedalada foi bem no estilo do cicloturismo, um passeio! O dia estava ensolarado e o cenário muito bonito. O fato de terem poucas pessoas ajudou à interação entre os participantes. O clima estava muito gostoso. Fizemos uma única parada no museu de Arte da Pampulha.

IMG_3843 IMG_3787

Participação na Motofair – Feira de motos e bikes

No domingo, dia 23 de abril, participamos da Motofair – Feira de motos e bikes – realizada no Expominas em Belo Horizonte. A feira contou com diversas marcas de motos, peças e acessórios.

A parte de bikes da feira não estava muito grande, mas teve coisa boa. Podemos destacar o stand de design de produtos da Fumec, que apresentou modelos de bicicletas conceito, como a bicicleta que também é carrinho de supermercado da foto abaixo.

Bicicleta Carrinho de Supermercado - Estande Fumec

Bicicleta Carrinho de Supermercado

Foi uma experiência interessante. Levamos as bicicletas montadas com os bagageiros e alforges e conhecemos muita gente. Também fizemos contatos com empresas da área em busca de patrocínio.

Plantio de Mudas no Parque Ecológico da Pampulha

O plantio de mudas é uma atividade de total conexão com a natureza.É um momento onde colocamos toda nossa energia para gerar uma nova vida. Em Belo Horizonte realizamos esta atividade no Parque Ecológico da Pampulha.

O presidente da Fundação de Zoo-Botânica de Belo Horizonte, Evandro Xavier participou do evento de plantio e nos contou que a o Parque Ecológico da Pampulha é passivo ambiental que ocorreu devido ao alto nível de assoriamento da lagoa que resultou em uma ilha de aproximadamente 30 hectares e que foi utilizada como um lixão durante aproximadamente 20 anos. Em meados da década de 2000 a prefeitura de Belo Horizonte resolveu transformar o passivo ambiental em um ativo e transformou o antigo lixão em um Parque Ecológico, plantando aproximadamente 3 mil mudas dos biomas brasileiros – Cerrado, Amazônia e Mata Atlântica – formando assim um corredor ecológico dando tranqüilidade não só para os humanos mas também para a natureza, principalmente a flora. Um problema ambiental se transformou em solução.

No dia 24 de abril, plantamos de 20 mudas de diversas espécies e outras 20 foram doadas para o parque. Todas as mudas foram doadas pela Magrela’s Life Style e a Floricultura Domi. O plantio foi realizado pela Nova Origem em conjunto com os funcionários do Parque. O evento foi coberto pela rede de TV Bandeirantes.

Durante a preparação das covas, retirávamos não só terra, mas restos de embalagens plásticas, alumínio e demais lixos nos mostrando assim a história daquele local. Muito bom plantar uma nova vida em um local que estava morto. Parabéns para a prefeitura de Belo Horizonte por essa bela iniciativa.

Gostaríamos de agradecer em especial os funcionários do parque Liliane e Figueiredo que foram pessoas fundamentais para realização desta atividade.

IMG_4078

Entrevista com Evandro Xavier - Presidente da Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte

Entrevista com Evandro Xavier – Presidente da Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte

Palestra na Escola Estadual Getúlio Vargas

Foi a primeira escola que visitamos e a primeira vez que nos atrevemos a falar sobre o projeto Nova Origem, a busca pelos próprios sonhos e preservação ambiental para crianças. No dia 25 de abril, nós tivemos a missão de conversar com 350 crianças com idades entre 6 e 11 anos. A recepção sempre sincera e a eterna curiosidade da mente infantil nos cativaram já na primeira sala de aula. O maior desafio é conversar na língua das crianças e fazê-las entender  a mensagem que queremos passar.

Depois de cinco salas com cerca de 70 alunos cada, saímos de lá com sensação de missão cumprida. E nos lembraremos sempre da Gabriela, uma garotinha de cerca de 8 anos que esperou-nos na saída do colégio e deu um beijo no rosto de cada um e nos desejou boa viagem.

No final doamos uma muda de Jamelão para ser plantada na escola. Esperamos que em breve dê muitos frutos para essas crianças maravilhosas.

Essa atividade foi possível com o apoio da Conspiração Mineira pela Educação (Júlia), da Consultora Adriana Torres e da Escola Estadual Getúlio Vargas (Creuza). Obrigado a todas vocês!

P1010170 P1010167

Categoria: Sustentabilidade | Tags: , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Atividades em Belo Horizonte

Um post um pouco em cima da hora, mas como o velho ditado, antes tarde do que nunca. Hoje, depois de uma correria de ligações, e-mails, chats e tomadas de decisão em minutos, fechamos todas as atividades que vamos desenvolver em Belo Horizonte.

A princípio, nossa idéia era desenvolver uma atividade no sábado e seguir viagem no domingo, mas pelo desenrolar da história, vamos ficar aqui até a terça-feira!

24/04 – sábado – Pedalada com a gurizada

Pedalada na Lagoa da Pampulha, em parceria com o Mountain Bike BH e a Magrela’s Lifestyle.

A pedalada será junto com um grupo de crianças reunidas pelo MTB-BH e nós vamos para interagir com essa gurizada.

Terá início às 08:30h na portaria principal do Mineirão, onde vamos partir para o Marco Zero da Pampulha para encontrar com a gurizada que vai sair de lá às 09:30h

Convite aberto a todos!

25/04 – domingo – Motofair – Feira de Motos, Bikes, Peças e Acessórios

A Motofair – Feira de Motos, Bikes, Peças e Acessórios – é reconhecida como o salão das motos e bikes de Minas Gerais. Está sendo realizada dos dias 22/04 a 25/04 no Expominas.

A Nova Origem estará presente na sessão de bikes no domingo a partir das 14h. Levaremos as bicicletas montadas e apresentaremos a todos os interessados a história e desenrolar do projeto.

A entrada no dia custa R$15. Mais detalhes no site http://www.motofair.com.br

26/04 – segunda-feira – Plantio de mudas no Parque Ecológico da Pampulha

Faremos o plantio de mudas nativas no Parque Ecológico da Pampulha a partir das 09:30h. Serão plantadas cerca de 20 árvores de 13 espécies distintas.

Entrada franca e convite aberto a todos!

26/04 – segunda-feira – Palestra e plantio na Escola Estadual Getúlio Vargas

Nós faremos uma palestra na Escola Estadual Getúlio Vargas na parte da tarde. Falaremos sobre o projeto de volta ao mundo de bicicleta para cerca de 350 crianças de 06 a 10 anos, dando ênfase no trabalho ambiental que estamos desenvolvendo e na importância da busca pelos sonhos de cada um. A atividade vai ser encerrada com o plantio de algumas mudas na escola.

A escola faz parte do projeto Serra Verde e temos o apoio da Conspiração Mineira pela Educação e da Consultora Adriana Torres para a realização do evento.

Categoria: Sustentabilidade | Tags: , , , , , , | 9 Comentários

Pedalada Ecológica com Plantio de Mudas em Juiz de Fora – MG – Brasil

A Pedalada Ecológica de Juiz de Fora foi a primeira atividade envolvendo esporte e sustentabilidade realizada pela Nova Origem. Durante a pedalada as pessoas interagiram entre si e com o meio ambiente. A chegada foi no Parque da Lajinha com o plantio de 50 mudas de árvores nativas da Mata Atlântica.

Veja as fotos da pedalada ecológica

Plantio de mudas de árvores nativas.

Plantio de mudas de árvores nativas

A palavra “ecologia” vem do grego oikos (casa). Ecologia é o estudo de como a Casa Terra funciona, ou mais precisamente, o estudo das relações que interligam todos os seus moradores. A Pedalada Ecológica entra neste contexto incentivando os participantes a terem um contato mais íntimo com o meio ambiente, com o uso da bicicleta e o plantio de mudas.

O ciclismo é um esporte onde o praticante está inserido diretamente no meio ambiente, podendo sentir o climao cheiro além da beleza inspiradora que vemos na natureza. Quando o esporte é praticado em grupo, a interação dos participantes torna a experiência ainda mais fantástica.

Pedalando...

Pedalada ecológica

A pedalada começou no domingo, 28 de abril de 2010 às 9 horas da manhã. Enquanto algumas pessoas ainda voltavam de uma “noitada” que ocorreu em um local perto do parque, cerca de 50 ciclistas começavam a pedalada sentido BR-040. A energia dos participantes foi contagiante. Havia pessoas de todas as idades, membros da mesma família e equipes de ciclistas pedalando lado a lado, brincando, sorrindo e se exercitando. Durante a pedalada passamos por uma área de Mata Atlântica, bairros urbanizados e pela Universidade Federal da cidade (UFJF), que ainda conta com uma grande área verde. Estávamos sempre acompanhados do carro de apoio da Terra Bike, que nos ajudou organizando o trânsito e “rebocando” quem ficava para trás. A Mariana e a Mônica da Terra Bike nos ajudaram levando sua galera para pedalar conosco. A Equipe da KTM Bikes compareceu em peso também. Fica um agradecimento ao sr. Reinaldo das orquídeas pela doação de diversas mudas de árvores frutíferas e pelos ensinamentos de vida.

Interação social.

Após 18km pedalados em 1 hora e meia, chegamos ao parque da Lajinha e fomos recepcionados por cerca de 20 pessoas, entre eles amigos, familiares, além da Carmem Reis, Bióloga do Parque da Lajinha. O Théo,  fundador da AMA/JF, foi uma pessoa que nos apoiou desde o início e também participou do plantio. A Carmem Reis organizava as mudas em suas devidas covas enquanto fazia uma explanação para os participantes de como fazer o plantio.

As pessoas escolheram suas mudas e colocaram as mãos na terra para fazer o plantio. O momento proporcionou interação entre pessoas que não se conheciam. O ponto forte do plantio foi a participação das crianças. Elas corriam de um lado pro outro, umas mais interessadas em plantar as mudas, outras mais interessadas em brincar, mas todas participando. As mudas já estavam grandes, algumas com mais de 3 metros de altura e 3 anos de vida. Cerca de 15 espécies nativas da Mata Atlântica foram plantadas, entre elas quatro espécies de Ipê, o Cedro, o Jequitibá, a Paineira e o Sombreiro. Dentre as frutíferas estavam a goiabeira, a ameixeira e o jambeiro.

O Parque da Lajinha foi escolhido como local de plantio, pois é uma área de Mata Atlântica preservada e monitorada pela Prefeitura de Juiz de Fora. A Mata Atlântica é o segundo Hotspot (região com a existência de pelo menos 1500 espécies endêmicas de plantas e com 75% ou mais da sua vegetação destruída) importante do planeta. Durante nosso percurso passaremos por vários Hotspots e plantaremos, simbolicamente, mudas de árvores nativas destes locais para divulgar a importância da conservação destes Biomas.

Crianças plantando.

Essa primeira edição da pedalada comprovou para nós que essa atividade é uma ótima forma de promoção do pensamento sustentável por meio de uma forte interação socio-ambiental.

Nós da Nova Origem ficamos muito felizes por fazer parte do evento.

Obrigado!

Categoria: Sustentabilidade | Tags: , , , , , , , | 4 Comentários

Preparação do Parque da Lajinha para o plantio de mudas

Nova Origem preparando o Parque da Lajinha

Nova Origem preparando o Parque da Lajinha

No dia 23 de março largamos nossas bicicletas e começamos a preparação do Parque da Lajinha para o plantio de mudas da Pedalada Ecológica de Juiz de Fora. Essa preparação incluiu a capina e limpeza da área onde será feito o plantio, a abertura de covas e o corte das ripas de bambu para fixação das mudas.

O trabalho não foi fácil, o mato estava muito alto, e as covas tem 50cm de diâmetro por 50 cm de profundidade, um baita buraco!

Hoje (26/03) terminamos de fazer as covas, jogamos o fertilizante em cada uma e fizemos as 50 ripas de bambu de 1,50m para firmar as mudas.

Além disso, junto da biológa Carmem Reis, separamos as 50 mudas que iremos plantar.  Será confeccionada uma placa com o nome da espécie de cada árvore. Segue a relação das espécies que serão plantadas:

  1. Amoreira
  2. Cedro
  3. Ingá
  4. Ipê-amarelo
  5. Ipê-branco
  6. Ipê-rosa
  7. Ipê-roxo
  8. Jacarandá-da-Bahia
  9. Jamboeiro
  10. Jequitibá
  11. Paineira
  12. Sombreiro
As mãos ficaram assim

As mãos ficaram assim

Estamos todos doloridos, com bolhas nas mãos, mas felizes por estarmos colocando em prática nosso projeto.

Esperamos todos no próximo domingo – 28 de março – para uma boa pedalada e depois colocar a mão na terra e plantar umas árvores!

Aproveite e siga a @NovaOrigem no Twitter!

Categoria: Sustentabilidade | Tags: , , , , , | 4 Comentários