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Mudanças na rota. E que venha a Bolívia!

Antes de começar a viagem, ficamos meses estudando como seria nossa rota nessa pedalada pelo mundo. As opções são infinitas e a única certeza é que deveríamos passar pelos cinco continentes. Já pensamos em começar pela Austrália, pela Europa, mas acabamos decidindo começar pelo Brasil mesmo.

A princípio, a idéia era sair de Juiz de Fora, pedalar até Cuiabá passando por Belo Horizonte, Brasília e tal e depois seguir até Santarém-PA onde pegaríamos um barco fluvial até Manaus. Nessa primeira rota sairíamos do Brasil pela Venezuela e seguiríamos para Cartagena (Colômbia), última cidade da América do Sul e presente em todas as opções de rota, onde teremos que pegar um barco para adentrar a América Central no Panamá.

Tempos depois, já no meio da viagem, mudamos de idéia. Decidimos que seria muito mais interessante passar pelo Peru e Equador, para não perdermos a oportunidade de passar por Machu Picchu e Galápagos (ainda em aberto porque é uma ilha), fora os outros vários atrativos naturais que esses países apresentam. Esse caminho também implica um trecho maior pela Colômbia, passando pelas principais cidades do país – Cali, Bogotá e Medelin – e também ficar mais apreensivo por conta das FARC.

Nessa segunda opção de rota, sairíamos de Cuiabá em direção a Rondônia, depois pelo Acre e sairíamos do Brasil na fronteira com o Peru, no meio da floresta amazônica.

Mas, chegando em Cuiabá, decidimos mudar a rota pela terceira vez. O motivo disso é que já estamos há mais de 7 meses na estrada e ainda não saímos do Brasil. E essa é uma viagem de volta ao mundo! Cuiabá fica há 400Km da fronteira com a Bolívia, então decidimos rumar nessa direção para ter logo a sensação de “volta ao mundo” e começar a ter contato com culturas diferentes ainda em 2010. Agora o plano é partir de Cuiabá na segunda quinzena de dezembro e, já pelo Natal, darmos adiós ao Brasil e que venha a Bolívia (e os Andes)!

O mapa abaixo mostra as três rotas que falei. A primeira que decidimos é a rota azul, a segunda a rota verde e a terceira e atual é a rota vermelha.


Visualizar Rotas nas Américas em um mapa maior

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Cicloturismo – Como fazer seu próprio bagageiro dianteiro

É fato. O Brasil não tem uma cultura forte voltada para o cicloturismo. Isso impacta em várias coisas, mas o que vamos destacar agora é a deficiência em encontrar equipamentos apropriados. Falta interesse de fabricantes nacionais e também de importadores que não trazem para o Brasil os materiais top de linha voltado para cicloturismo.

Então, para que nós cicloturistas tenhamos acesso a esse tipo de equipamento, temos que escolher entre importar por conta própria, o que custa uma fortuna, ou dar o nosso jeitinho brasileiro e fazer nosso próprio equipamento usando um pouco de criatividade.

Estamos longe de pegar o mérito dessa criatividade, pois quem teve a iniciativa foi o Luiz Felipe Moraes do Giro Andino quem fez isso primeiro. Nós entramos em contato com ele e perguntamos se poderíamos usar o projeto dele como base para o nosso e ele foi totalmente solicito e permitiu na hora.

Bagageiro dianteiro

Fazendo seu próprio bagageiro dianteiro

Para realizar o projeto, pegamos as fotos do modelo que o Luiz Felipe fez e levamos até o serralheiro. Ele estudou as imagens e nos deu algumas sugestões de melhoria.

O bagageiro foi feito com chapa de ferro de cerca de 1cm de largura. Resolvemos fazer de ferro (mais pesado), em vez de alumínio, pois caso haja alguma quebra ou problema, vamos conseguir consertar com qualquer solda pelo mundo afora. O alumínio depende de solda especial, mais cara e de difícil disponibilidade.

Algumas alterações do projeto original:

  • Fizemos dois pontos de cada lado para colocar as abraçadeiras no cano da suspensão, diminuindo assim a pressão em cada ponto e dando mais resistência ao bagageiro;
  • Fizemos também um avanço com uma barra na parte de dentro do bagageiro, afastando as laterais do bagageiro das rodas da bicicleta;
  • Parte de cima do bagageiro com três barras exclusivamente horizontais para aumentar a firmeza e dar uma área de apoio de objetos;

Depois de pronto, o serralheiro passou um anti-oxidante e nós mesmos pintamos com tinta esmalte preto fosco para proteger e ficar “bonito”.

Vantagens:

  • Qualquer um pode fazer em um serralheiro;
  • Preço. O bagageiro saiu por apenas R$35 cada contra os U$150 do bagageiro que nós pensávamos em importar;
  • Funciona!

Desvantagens:

  • A maior desvantagem que percebemos é em relação ao peso. O bagageiro pesa 2Kg;
  • Os oito parafusos de chave de boca são chatos de se mexer. Você pode encontrar parafusos de aço inox para chave allen, mas vai te encarecer em mais R$30 o projeto só para comprar os 8 parafusos e porcas;
  • O design é meio toscão e nem se compara com um produto industrializado (para quem se importa com o visual, pois para nós só importa o funcionamento);

As fotos são auto-explicativas e quem quiser reproduzir o projeto, sinta-se à vontade e boas pedaladas!

Bagageiro dianteiroBagageiro dianteiroBagageiro dianteiroBagageiro dianteiroAbraçadeiras e parafusosBagageiro dianteiroBagageiro dianteiroBagageiro dianteiroBagageiro dianteiroBagageiro dianteiroBagageiro dianteiro

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